Os mitos que rodeiam o acne
Para aumentar o mal, há muitos mitos e muito má informação em tomo desta situação, que serve apenas para fazer crescer a confusão e o sofrimento das pessoas que estão afectadas. O Dr. Anthony Chu também acredita que é «uma das poucas doenças em que as pessoas que dela sofrem são ridicularizadas por causa da sua doença em vez de receber compreensão», que é o resultado do facto de que a«sociedade vê o acne como algo para causar riso e a pessoa ficar envergohada». Os adolescentes e as crianças podem ser especialmente cruéis com a sua zombaria.
As seguintes afirmações dissipam algumas das faltas de compreensão comuns que acompanham a situação:
• Os hábitos sexuais não representam papel algum no acne da adolescência. A actividade sexual não tem efeito sobre o acne e não é definitivamente a causa dela. O único laço que existe entre sexo e o acne é que, depois da puberdade, o aumento na produção de hormonas masculinas, ou androgénios (que afectam o desenvolvimento sexual), também causa o aumento do óleo nas glândulas.
• O acne não se passa através do contacto com a pessoa que dele sofre. Muito embora as marcas estejam cheias de pus, os germes que contêm, que se chamam saprofitas, estão presentes na pele em todos os momentos. Se uma pessoa tiver acne tem simplesmente mais desses germes. Os germes não são contagiosos e a pessoa não apanho acne por estar em estreito contacto com alguém que a tenha.
• O acne não é psicológico na sua origem, embora o estado mental e outros factores, tais como o stress, possam certamente ter uma influência na situação. Na realidade o acne é muito mais provavelmente a causa de traumas psicológicos em vez de ser um sintoma, produzindo complexos em adolescentes que já são conscientes a respeito do seu corpo e da maneira como se apresentam. Em casos graves pode levar a uma total perda de confiança, uma imagem distorcida do corpo e falta de capacidade no trabalho, estudo e na sociedade.
• Outro mito é que o acne é uma situação da adolescência. Embora seja muito comum na gente jovem, desenvolve-se de diferentes formas em pessoas diferentes. Pode aparecer pela primeira vez à volta dos vinte e tantos anos, ou começar na adolescência e desaparecer após uns anos (normalmente pela idade dos vinte e cinco). Outras pessoas podem continuar a ter o acne aos quarenta e aos cinquenta: 1 % de homens e 5% de mulheres continuam a ter significativos problemas com o acne. Se uma pessoa aos trinta, aos quarenta, cinquenta ou sessenta continua a ter acne, definitivamente não está sozinha.
• Uma crença muito comum é que o banho de sol é um dos melhores tratamentos para o acne. Embora algumas pessoas vejam uma melhoria quase imediatamente depois de terem estado ao sol, isto é temporário. E, para tomar as coisas piores, umas semanas depois muitas pessoas notam um aumento no número de saliências brancas na pele. Ao considerar o banho de sol como um método de tratar o acne, é também importante recordar os efeitos prejudiciais que o sol, e particularmente os raios UV, têm sobre a pele a longo prazo. Ao tomar banho de sol é conveniente usar um creme adequado de protecção solar e escolher um que não seja oleoso. As lâmpadas de sol, frequentemente recomendadas para quem sofre de acne, também produzem prejudiciais raios UV.